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| O Porto - Tarsila do Amaral |
Ficha técnica:
Autora: Tarsila do Amaral (1886–1973)
Título: O Porto
Período: Década de 1920 — fase consolidação da linguagem
pessoal
Técnica: Óleo sobre tela
Estilo: Modernismo Brasileiro — síntese de Cubismo, Fauvismo
e Pintura Naïve
Tema: Paisagem portuária, provavelmente inspirada no Rio de
Janeiro ou em portos vistos em viagens
A tela apresenta um porto visto de leve altura, organizado em planos claros e definidos. Em primeiro plano, barcos de vela e embarcações menores, com casas de cores puras e mastros retos. Ao centro, edifícios empilhados em blocos geométricos: torres, janelas circulares, formas retangulares que sugerem armazéns, farol e construções portuárias. Mais ao fundo, morros arredondados em tons suaves, montanhas azuis recortadas contra o céu, e palmeiras que se erguem com elegância entre os prédios. Tudo é reconhecível - mas tudo foi recriado com a liberdade de quem não copia, reinventa.
Tarsila simplifica a realidade até o essencial. As construções são blocos geométricos, sem detalhes desnecessários, sem sombras confusas. Os contornos são suaves, as curvas predominam sobre as arestas agudas. As montanhas têm perfis arredondados, como na paisagem brasileira que Tarsila amava pintar. A composição é organizada em faixas horizontais: embaixo, águas calmas; ao meio, a cidade e os barcos; em cima, morros e céu. Tudo em equilíbrio, serenidade, sem ruído nem confusão. O porto não é caótico: é belo, ordenado e acolhedor.
Cor e Luz - O Brasil em Tons Puros
As cores são vibrantes, diretas, sem misturas suaves: rosa, azul, amarelo, vermelho, verde, branco. Não buscam imitar a natureza - buscam expressar a alegria e a intensidade do mundo. A luz é uniforme, sem hora marcada, como se brilhasse sempre assim. Tarsila aprendeu com os modernistas europeus a liberdade das cores - mas usou essa liberdade para pintar o brilho e a cor que ela via no Brasil. O rosa do navio, o azul da água, o verde das palmeiras e montanhas: tudo é intensidade, tudo é vida.
A obra é um exemplo perfeito do que Tarsila buscava: "ser moderna e brasileira" ao mesmo tempo. Ela aprendeu a geometria com o Cubismo e a liberdade das cores com o Fauvismo, mas em vez de copiar a Europa, usou esses instrumentos para pintar a nossa terra, com os nossos olhos. As palmeiras, os morros, o mar, a luz - tudo é reconhecivelmente brasileiro, mas visto de forma nova, simples e encantada.
Não há luta, não há drama. Há beleza, calma e harmonia. Tarsila mostra que o nosso porto, a nossa cidade, a nossa paisagem podem ser tão belos e dignos de arte quanto qualquer cenário europeu - e ainda mais coloridos, mais leves, mais felizes.
Tarsila pinta o porto não com o olhar de quem trabalha ou sofre, mas com o olhar de quem ama e se encanta. Barcos coloridos, prédios geométricos, morros azuis e palmeiras que emolduram tudo. Não é apenas um porto: é o Brasil retratado com simplicidade, alegria e imensa ternura. Uma paisagem que não precisa de sombras nem de drama para ser bela - basta que seja ela mesma.
Tarsila do Amaral,como em outras obras já comentadas neste blog,traz obras nitidamente cubistas, mas impregnadas de uma brasilidade que se manifesta sobretudo nas cores, que Carlos Drummond tão bem definiu: “O amarelo vivo, o rosa violáceo, o azul pureza, o verde cantante”.
"O Porto" de 1953 após ter passado pela fase do Pau-Brasil,Antropofágico e Social;Tarsila retoma os anos 50 e volta ao tema “pau brasil”. Participa em 1951 da I Bienal de São Paulo. Em 1963 tem sala especial na VII Bienal de São Paulo e no ano seguinte participação especial na XXXII Bienal de Veneza. Faleceu em São Paulo no dia 17 de janeiro de 1973. "O PORTO" é um bom exemplo da retomada do Cubismo, pois entre as caracteríticas principais de Tarsila está o uso de cores vivas, a influência do cubismo (uso de formas geométricas) e a abordagem de temas sociais, cotidianos e paisagens do Brasil.
Nesta tela, de composição geometrizada ao máximo mas sem detrimento das figuras, com planos bem definidos e linhas simplificadas; a artista põe a mostra o que aprendera em seu 'serviço militar do cubismo' nos ateliês de Lhote, Gleizes e Léger, artistas que haviam se afastado do austero e cerebral cubismo de Picasso e Braque.
Traço constante de sua obra, a presença da busca de uma cor verdadeiramente brasileira ou caipira : rosa e azul claros, ou o verde e amarelo do nosso colorido tropical, a cor é um dos elementos mais valorizados em sua composição.
Traço constante de sua obra, a presença da busca de uma cor verdadeiramente brasileira ou caipira : rosa e azul claros, ou o verde e amarelo do nosso colorido tropical, a cor é um dos elementos mais valorizados em sua composição.

Simplesmente lindo, as cores,as formas.Gosto muito desta obra de Tarsila do Amaral.
ResponderExcluirDina Garcia
gostei muinto
ResponderExcluirtambém gostei
ResponderExcluirOlá estou fazendo um trabalho de artes para a escola, só q minha professoa pergunta qual o tamanho e tecnica, no seu blog ñ diz nada disso,esse trabalho é para amanhã gostei do seu blog tchau.
ResponderExcluirO porto, 1953
ExcluirEla usa Óleo s/ tela e o tamanho é de
70 x 100 cm
ola gen eu tol fazendo um tabalhor de artes mas so que a minha professoraq peguntol qual foi a forma de ele ciar o nome do quadro :o porto
ResponderExcluirGeralmente o artista retrata sua vivência e
ExcluirTarsila viajou muito, criou e recriou momentos de sua vida para expressar as alegrias, medos e acertos
sobre o mundo.O Porto nada mais é que a representação de um desses momentos.Um porto com seus navios,barcos areia...Tarsila se foi, porém, sua vida e obra continua viva encantando e presenteando a cada olhar nas suas obras.
gostei
ResponderExcluirEstou apaixonada pelas obras da Tarsila!!!!!!!!
ResponderExcluirgostei muito
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