quinta-feira, 28 de março de 2013

Madeleine au Bois d'Amour - Émile Bernard

                                  Madeleine au Bois d'Amour [Magdalena na Floresta de Amor]

 

 Émile Henri Bernard (28 de abril de 1868 - 16 de Abril de 1941) é conhecido como um pintor pós-impressionista que tinha amizades artísticas com Van Gogh, Gauguin e Eugène Boch e em um momento posterior, Cézanne. A maioria de sua obra notável foi realizado em uma idade jovem, nos 1886 anos através de 1897. Ele também está associada com cloisonnism e Synthetism, dois movimentos da arte final do século 19. Menos conhecido é obra literária de Bernardo, compreendendo peças, poesia e crítica de arte, assim como arte declarações históricas que contêm informações em primeira mão sobre o período crucial da arte moderna em que Bernard tinha contribuído.
conteúdo

"Emile Bernard tinha  apenas 20 anos de idade quando  pintou este retrato de tamanho real de sua irmã Magdalena, 17 anos de idade acima. A menina está na Floresta de Amor, na orla da aldeia Breton de Pont-Aven,(A Aven é o rio que atravessa Pont-Aven, na Bretanha.). Seu trabalho Madeleine no Bois d'Amour (1888) é definido na madeira mesmo que o Paul Sérusier do Talisman (1888).

 
Émile Bernard passou o verão em Pont-Aven, Bretanha, trabalhando com Gauguin. Ele pintou sua irmã reclinada no chão, perto da margem do rio Aven. Sua postura rígida e forma achatada dá à obra um ar icônico, reforçada pela disposição rígida de árvores verticais e horizontais de faixas de terra e água. Synthetism é o nome que  Émile Bernard e Paul Gauguin deu a esta combinação distinta de elementos naturais, composição decorativa, e imagens evocativas.
A forma excessivamente alongada da menina  de 17 anos de idade,  Bernard paira irmã a Madeleine desajeitadamente em primeiro plano, como se adicionados a uma paisagem já concluída.

O corpo da menina ocupa toda a largura da tela, dividindo a composição em duas partes: parece uma paisagem pintada em estúdio que a partir de estudos encheu dois terços da tela .Ambos os lados coexistem sem unidade, apesar dos paralelos entre a posição calculada Magdalena e Aven rio, que corre atrás das árvores. A luz, o toque, as cores são diferentes. . Esta não é uma cena realista, mas com toques de um retrato alegórico de um jovem que por Gauguin foi ferido. Aparece imersa em sonhos, ouvir as vozes da natureza divina.

Naquela época, Emile Bernard e sua irmã estavam muito perto do líder da nova escola " impressionista sintética" que se estabeleceu a pintar em Pont-Aven por vários meses. Para fugir do naturalismo defendido pelos impressionistas da geração de 1870, recomendado por massas e cores de pintura impostoa a fim de distanciar respeito ao realismo. Os detalhes, os efeitos de volume e perspectiva, são sacrificados para o benefício de uma visão geral."

 Bernard teorizou um estilo de pintura com formas arrojadas separados por contornos escuros, que se tornou conhecido como cloisonnism. Seu trabalho mostrou tendências geométricas que indicavam as influências de Paul Cézanne, e ele colaborou com Paul Gauguin e Vincent van Gogh.

Émile Bernard  não logrou espaço célebre no meio da pintura (embora tenha obras maravilhosas) e, somente foi conhecido por estudiosos de van Gogh e poucos "fans". Seguiu pintando com afinco até a morte por natureza espontânea.


  Fonte: Musée d Orsay


segunda-feira, 25 de março de 2013

A Última Ceia - Leonardo Da Vinci

A última Ceia - Leonardo Da Vinci



A pintura retrata a última ocasião em que Jesus Cristo se reuniu com seus apóstolos para compartilhar o pão e o vinho, antes de sua morte.Leonardo Da Vinci ao realizar essa pintura baseou-se em  em João 13:21, no qual Jesus anuncia aos doze apóstolos que alguém, entre eles, o trairia.Os apóstolos se agrupam em quatro grupos de três, deixando Cristo relativamente isolado ao centro. Da esquerda para a direita (do ponto de vista de quem está diante da pintura), segundo as cabeças, estão no primeiro grupo: Bartolomeu, Tiago Menor e André; no segundo grupo Judas Iscariotes (cabelo branco inclinado sobre João, único imberbe do grupo), Simão Pedro e João; Cristo ao centro;no terceiro Tomé, Tiago Maior e Filipe (este também imberbe) e no quarto grupo estão Mateus (aparentemente com barba rala), Judas Tadeu e Simão Cananeu também chamado de Simão, o Zelote, por último. Estas identificações provêm de um manuscrito autógrafo de Leonardo encontrado no século XIX.

 Ao centro, Cristo é representado com os braços abertos, num gesto de resignação tranquila, formando o eixo central da composição."

Segundo Juciara Maria Nogueira Barbosa (Professora do curso de Comunicação Social da Universidade Católica do Salvador) "Ao planejar a última ceia, Leonardo da Vinci escolheu um ‘corte’ para a pintura. A perspectiva cria a ilusão de que o espaço continua, para cima e para os lados, seguindo, ainda, para dentro, como se o observador vislumbrasse a cena de uma janela, dando a idéia de profundidade (...) Seguindo a herança do Renascimento, por séculos os artistas buscaram, na pintura, preencher o espaço da tela visando simular a reali-  dade de forma convincente. Para tanto,ainda que atendendo às diferentes demandas de cada movimento artístico específico, houve um esforço dos pintores pelo preenchimento metódico do espaço"
Conta-se que, quando executava a Última Ceia, o superior da abadia ficava perplexo ao vê-lo passar a maior parte do tempo parado, apenas contemplando a obra. Para o abade, Leonardo deveria trabalhar como qualquer artesão, desde cedo até o poente, incessantemente. Quando interpelado pelo Duque de Milão(A Última Ceia foi encomendada por Ludovico Sforza, duque de Milão), patrono da obra, Leonardo respondeu "que os homens de gênio às vezes produzem mais quando menos trabalham, pois esta é a hora em que elaboram invenções e formam em suas mentes as idéias perfeitas que depois expressam e reproduzem com as mãos."

Ficha Técnica:


Autor
Data
1495-1497
Técnica
Mista com predominância da têmpera
e óleo sobre duas camadas de preparação
de gesso aplicadas sobre reboco(estuque)
Dimensões
460 cm × 880 cm
Localização
Refeitório de Santa Maria delle Grazie (Milão)



 Fonte:O Cenáculo (site em inglês),Wikipédia


sábado, 18 de agosto de 2012

Almoço na Relva (1863) - Édouard Manet

Almoço na Relva , 1863, Manet. Óleo sobre tela, 214 X 270 cm. Museu do Louvre, Paris, França.


Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832, Paris — 30 de abril de 1883, Paris) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Pertencia a uma família rica da burguesia parisiense. Seu realismo não tinha intensões sociais: ao contrário, chegava a ser aristocrático. Sua carreira foi marcada por alguns desafios aos críticos conservadores. O maior deles aconteceu em 1863, com a tela “Almoço na relva”(acima) que, na época causou grande escândalo por representar uma mulher nua em companhia de dois homens elegantemente vestido.

A pintura acima teve como nome original  Le Déjeneur sur l´Herbe. Foi apresentado publicamente no Salão dos Independentes, realizado em Paris em 1863, e o seu título inicial era Le Bain (O Banho).Causou certo escândalo na época por trazer uma mulher nua entre dois homens vestidos. Suzanne Leenhoff (sua mulher) e Victorine Meurent (sua modelo preferida) posaram para a composição da mulher nua, sendo o corpo de Suzanne e o rosto de Victorine.O quadro foi considerado uma "imoralidade, um atentado ao pudor".Os críticos não pouparam críticas, chegando a dizer que Manet devia aprender a desenhar.

Mas analisando o quadro  num primeiro plano (canto inferior esquerdo) vemos uma natureza morta de cores fortes definida como as roupas da mulher nua,seguida dos três personagens sentados ( a mulher nua e os dois homens vestidos); ao fundo uma mulher se banha no riacho. 

Nass primeiras pinturas, Manet,  abandonou o método tradicional de sombras suaves em favor de contrastes fortes e duros, causando um clamor de protestos entre os artistas conservadores. Em 1863, os pintores acadêmicos recusaram-se a exibir as obras de Manet na exposição oficial – o Salon. Segue-se uma onda de agitação que levou as autoridades a expor todas as obras condenadas pelo júri numa mostra especial que recebeu o nome de ‘Salon dos Recusados’. O público afluiu principalmente para rir dos pobres e desiludidos principiantes que se haviam recusado a aceitar o veredito dos seus superiores."Manet pintava diretamente ao ar livre, observando cuidadosamente os efeitos que a luz produzia sobre os objetos e sobre os espaços, transmitidos através de requintados e afirmados contrastes de claro escuro, de cores vivas e de pinceladas rápidas e espontâneas. Esta exaltação dos valores cromática e lumínica transforma o quadro numa obra pioneira e revolucionária, prenunciadora dos princípios estéticos do movimento impressionista.Esta pintura acabaria por ser exposta no Museu do Louvre, em Paris."

 Não podemos deixar de perceber que o francês Édouard Manet (1832-1883) foi um nome fundamental do período, fazendo a ponte do realismo e do naturalismo para um novo tipo de pintura que levará ao impressionismo. Ele retratava a realidade urbana sem muito da carga ideológica do realismo. Influenciou os impressionistas, assim como foi por eles influenciado.

 Veja mais sobre Manet nos videos abaixo:




Fonte: Wikipedia, Livro Literatura e Arte (Nicolla) e Infopedia

terça-feira, 17 de julho de 2012

Os camponeses comendo batatas - Van Gogh - 1855

Vincent Van Gogh - Os camponeses comendo batatas - óleo em tela (1855) - 82 cm × 114 cm     
"Os Camponeses comendo batatas (Aardappeleters em neerlandês) é um quadro do pintor Vincent van Gogh, terminado em abril de 1885.
Este quadro pertence à primeira fase da pintura do artista, desenvolvida nos Países Baixos, sob influência do realista francês Millet. Van Gogh fez releituras de Millet, e também estudou desenho, anatomia e perspectiva em Bruxelas, complementando sua formação com leituras sobre o uso e o comportamento das cores.Nessa época, desenhou e pintou muitas paisagens neerlandesas, cenas de aldeia.

 Em Nuenen, pequena cidade neerlandesa onde morava sua família, realizou cerca de 250 desenhos, principalmente sobre a vida de camponeses e tecelões. Os Comedores de Batata resume esse período. Assim como os pintores realistas, ele falou sobre a miséria e retratou a desesperança dessa gente humilde. Ele dizia que os camponeses deviam ser pintados com suas características rudes, sem embelezamento, ponto em que criticou e se diferenciou de Millet.

Van Gogh salientou os traços grosseiros das mãos e das faces dos trabalhadores da terra. Em busca de intensidade dramática, explorou a potencialidade expressiva dos tons escuros, da luminosidade barroca e do pincel nervoso. Tais características seriam transformadas radicalmente a partir de sua ida a Paris, no mesmo ano.Ele viveu lá por alguns anos. " (Fonte: Wikipédia )

Leia mais sobre Van Gogh   A  Q  U  I  e veja os videos abaixo:

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Os Construtores (1950) - Fernand Léger

Os Construtores - 1950 (óleo sobre tela)

      








Fernand Léger (1881-1955) antes de se tornar pintor era arquiteto e no ano de 1900 se mudou para Paris e lá passou a trabalhar como desenhista de arquiteturas.Mundialmente reconhecido como um dos mestres do século XX, Fernand Léger foi um dos mais destacados cubistas e o primeiro a experimentar a abstração.
 
"A enorme dimensão deste edifício foi astuciosamente representada através da técnica do corte da imagem, em cima e em baixo, de forma a parecer prolongar-se indefinidamente em ambas as direções. Acentuadas linhas verticais e horizontais demarcam os contornos das formas estruturais contra o céu azul, realizadas em intensas cores primárias, havendo aqui alguma evidência e influência do Cubismo.Os enormes trabalhadores que se assemelham a robôs, movimentando-se sobre as vigas, e as nuvens que passam, contrastam dramaticamente em forma e em cor com o esqueleto metálico do edifício em construção.(
 
Braços e pernas tubulares, como calhas ou chaminés. Rostos inexpressivos, não mais que um esquema de olhos, boca e nariz. Dos pintores do começo do século 20, Fernand Léger (1881-1955) foi provavelmente um dos que mais incorporaram em seus quadros a estética da vida industrial, a rudeza do trabalho mecânico, a textura das máquinas e dos materiais de construção. (Fonte: Blog Artemísia está viva)

 
LÉGER criou, a partir do Cubismo Sintético, uma linguagem pictórica que, segundo ele esperava, levaria a arte ao mundo do trabalho e do lazer do proletariado.
Formas vigorosas e claramente definidas, sugerindo máquinas, são apresentadas em cores enérgicas que dão uma nota de alegria e otimismo a um mundo mais habitualmente associado à fumaça e graxas. Assim, LÉGER não representa as misérias da classe trabalhadora, mas usa sua arte para celebrar o mundo do trabalho viril e vigoroso.

 Na opinião do crítico e historiador Giulio Carlo Argan, Léger "foi um admirador da pureza e simplicidade das imagens de Rousseau; foi um dos primeiros a se associar, em 1910, à pesquisa cubista; é, e se mantém por toda a vida, um homem do povo, um trabalhador que acredita cegamente na ideologia socialista, a qual ingenuamente associa ao mito do progresso industrial. Para ele, os objetos simbólico-emblemáticos da civilização moderna são as engrenagens, as tubagens, as máquinas, os operários da fábrica: sua finalidade é decorar, isto é, qualificar figurativamente o ambiente da vida com os símbolos do trabalho da mesma maneira que, antigamente, decorava-se a igreja com os símbolos da fé".


Fernand Léger explica que arquitetura se compõe de superfícies vivas e de superfícies mortas.
As superfícies mortas – parede nua – são as reservas de repouso e não se deve nelas tocar. Já as superfícies vivas – superfícies coloridas – devem ser postas à disposição da forma, do pintor e do escultor.

As cores: azul, verde, amarelo e vermelho, eram as preferidas, em tons fortes, retratavam as tensões do cenário da época.

Veja mais sobre a obra:

 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

O Mamoeiro (1925) - Tarsila do Amaral

O mamoeiro (1925) - Tarsila do Amaral

O mamoeiro (1925),  Tarsila retrata a paisagem brasileira com intenso colorido.

"Esta obra mostra o início da ocupação dos morros das grandes cidades. A simplificação e estilização das formas promovem certa relação com o cubismo.
Mostrando a vida simples, o dia a dia das pessoas ( roupas no varal), vizinhas que se visitam, mãe com filhos. É importante refletir sobre a mudança de hábitos das pessoas a partir da grande concentração de pessoas que hoje habitam os morros. Frutas e plantas tropicais são estilizadas geometricamente.

 Apesar de ter tido contato com as novas tendências e vanguardas, Tarsila somente aderiu às ideias modernistas ao voltar ao Brasil, em 1922. Numa confeitaria paulistana, foi apresentada por Anita Malfatti aos modernistas Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Esses novos amigos passaram a frequentar seu atelier, formando o Grupo dos Cinco. Este grupo foi o mais importante da Semana de Arte Moderna de 1922.

Em 1924, em meio à uma viagem de "redescoberta do Brasil" com os modernistas brasileiros e com o poeta franco-suíço Blaise Cendrars, Tarsila iniciou sua fase artística "Pau-Brasil", dotada de cores e temas acentuadamente tropicais e brasileiros, onde surgem os "bichos nacionais"(mencionados em poema por Carlos Drummond de Andrade), a exuberância da fauna e da flora brasileira, as máquinas, trilhos, símbolos da modernidade urbana. A Antropofagia propunha a digestão de influências estrangeiras, como no ritual canibal (em que se devora o inimigo com a crença de poder-se absorver suas qualidades), para que a arte nacional ganhasse uma feição mais brasileira.

Tarsila do Amaral foi à representante do movimento Pau-Brasil que, subdividido nas fases construtivo, exótico e metafísico, representa o cúmulo da brasilidade, traduzida não somente em seus temas humanos e nacionais, como também nas cores vivas até então rejeitadas por uma academia retrógrada e passadista.
Seus tons, de intensidade e força absurdas, são reminiscências de infância da pintora nascida em Capivari, interior de São Paulo. Desde então, Tarsila adota de forma quase que rebelde e contestadora cada colorido excessivo para, assim, melhor representar um país-aquarela."

"O Mamoeiro   pertence à Fase Pau-Brasil. Nessa fase as pinturas de Tarsila exaltavam a natureza tropical, valorizavam a brasilidade, os tipos humanos como os caboclos e os negros, e a tranqüilidade das pequenas cidades" (.Fonte:http://fotolog.terra.com.br/mev:16 )
 Nesta fase a influência da escola cubista é marcante ,mas a diferença entre Tarsila e os outros pintores da época  reside no fato de que ela representa a temática de nosso país com cores fortes - ditas caipiras - que seus professores diziam ser de mau gosto desaconselhando-a a utilizá-las m sua obra. 


Saiba mais sobre Tarsila no vídeo abaixo:


sábado, 12 de maio de 2012

Perfume de Inverno - Adelina Jacob (2011)

Perfume de Inverno - Adelina Jacob (2011)
 Adelina Jacob formada em Letras ,pós graduada em Liguíistica e Literatura Brasileira e Artista Plástica contemporânea vem despontando no cenário nacional com suas xilogravuras e aquarelas participando de bienais e exposições no Brasil,bem como na Itália e neste mês na Irlanda do Norte em exposição esta que mostra obras de artistas de todo o mundo no Waterfront Hall de Belfast ( Reino Unido ) aberta em 03/05/2012 estendendo-se até 30 de maio.

 A Xilogravura é a arte de gravar em madeira. Primeiro o artista esculpe na madeira o que deseja desenhar, depois através das etapas a seguir se conclui o trabalho. Primeiro se faz a Matriz -  taco de madeira gravado com instrumentos de corte;em seguida a Entintagem - a tinta é colocada na área que não foi encavada através de um rolo e, depois disso a Impressão- transporte da imagem para o papel através de pressão a mão ou no prelo, ele imprime no papel o desenho feito.

Sua gravura acima  é resultado de pesquisas no campo dos perfumes e flores que vem fazendo há muito tempo." “ Perfume de Inverno” é uma xilogravura com técnica apurada , sua composição primorosa juntamente com a escolha das cores, devidamente estudadas e testadas definem a delicadeza do seu trabalho. Além de mostrar uma composição madura e equilibrada."(Beto Bertagna)

A gravura é uma técnica exigente, tanto na execução quanto na criação, pois ela pede disciplina e paciência. O resultado é a própria gravura que dita.Adelina Jacob foi uma das representantes do Estado de Rondônia na  5ª Bienal Nacional de Gravura OLHO LATINO , em maio de 2011.Foram selecionadas 243 obras de 147 artistas de várias regiões do país e,entre elas a de Adelina Jacob do Estado de Rondônia.
Detalhes importantes que fazem toda diferença na Xilogravura é o fato de que a área que é escavada na madeira é aquela que não receberá tinta e a imagem será impressa de forma espelhada. É importante gravar as letras ao contrário.Após feita a gravação da imagem passa-se uma camada de tinta na qual  é necessário utilizar um rolinho de borracha.É um trabalho que exige concentração,delicadeza e talento, coisa que não falta à alma sensível de Adelina Jacob em seus trabalhos xilográficos e nas suas aquarelas. Geralmente as xilogravuras eram usadas nas capas de cordel do Nordeste embora ainda naquela época fossem apenas arabescos usados nas pequenas tipografias nordestinas.Na atualidade vários são os xilógrafos de cordel que se destacam. O pesquisador Joseph M. Luyten, no ensaio "A Xilogravura Popular Brasileira e suas Evoluções", enumera os seguintes xilógrafos: Abraão Batista (Juazeiro); Ciro Fernandes (Rio de Janeiro); José Costa Leite (Condado); Marcelo Alves Soares (São Paulo); Minelvino Francisco Silva (Itabuna); Severino Gonçalves de Oliveira (Recife) e podemos acrescentar a esses grandes nomes Adelina Jacob (Porto Velho) que vem se destacando com um trabalho de sutileza ímpar, diferente dos grandes cordelistas mas com personalidade própria.

Vea alguns trabalhos de Aquarelas de Adelina Jacob   A Q U I