* Do Blog Arte Brasileira, Jornal da Unicamp e Wikipedia
"A introdução do tema regional nas obras do pintor José Ferraz de Almeida Júnior sempre foi um ponto polêmico entre a crítica: se uma parte nega-se a reconhecer aspectos inovadores na produção de Almeida Jr. (assim reconhecido internacionalmente), por causa dos padrões acadêmicos de pintura, a outra ressalta a importância de sua obra para a arte brasileira.
O"Derrubador Brasileiro"foi pintada em Paris em 1879, trai na presença dos rochedos a concepção do realismo, mas nos demais elementos - nos coqueiros, nanatureza tropicaldo pequeno trecho da paisagem, nasfeições mestiçasdo homem, exprime a nostalgia da pátria distante. "É nosso, o jeito do homem se apoiar no instrumento (braço esquerdo), sentar-se,segurar o cigarro entre os dedos,manifestar no corpo largado,a impressão de força cansada".
"O Derrubador", apoiado em seu machado, emana uma força muscular mas também um erotismo forte, que é possível deixar por conta das ambigüidades naturalistas, onde "o povo" vem carregado de seduções carnais, de potência sexual -veja-se Aluísio Azevedo, veja-se Júlio Ribeiro. Almeida Jr. [1850-1899] insiste no volume entre as pernas do trabalhador." ( fonte: blog Arte Brasileira)
Oswald de Andrade, um dos críticos mais influentes do período modernista, por exemplo, aponta o artista como precursor de uma pintura genuinamente brasileira. Entre suas principais obras estão Caipira picando fumo(já destacada nesse blog), Violeiro e Amolação interrompida.
Assim como muitos outros artistas brasileiros, José Ferraz de Almeida Júnior mais conhecido por todos como Almeida Júnior teve grande reconhecimento internacional devido sua obras artísticas, das quais representava fielmente estilos como realismo e naturalismo. Nascido na cidade de Itu no ano de 1850, Almeida Júnior nasceu no dia 8 de maio, que hoje é comemorado do Dia do Artista Plástico no Brasil.
Realista, os personagens do pintor são gente de carne e osso, que conheceu pessoalmente, gente que tinha nome, comia, vivia, amava. Assim, o modelo para Picando Fumo era um tipo popular de Itu, Quatro Paus; e a mulher que aparece escutando O Violeiro era figura notória da cidade, misto de enfermeira e dançarina num cabaré local.
É curioso observar que, noDerrubador brasileiro, à falta de um autêntico caboclo paulista, Almeida Júnior tomou como modelo um jovem italiano de nome Mariscalo.
Salvador Dali - 1936 - oil on canvas 100 cm × 99 cm (39 5/16 in × 39 3/8 in)
Construçãomole comfeijões cozidos(Premonição da GuerraCivil-1936)é uma pinturado espanholsurrealistaSalvadorDalí.
Esta pintura éuma daspoucasem queDalívoltou sua atenção paraa tragédiaque afligiasua terra natalem 17 de julhode 1936,quando o generalFranciscoFrancoliderou umgolpe de Estado militarcontra o governo,odemocraticamente eleitoFrentePopular.Visãoselvagemdo artista -uma figuraem decomposiçãose divide,como precedendo aeclosão da GuerraCivil Espanholae, assim,profeticamentepredizas atrocidades cometidasdurante oconflito sangrento.
A pinturaé usada para mostrara lutada guerra, queàs vezes pode sertantode auto-realizaçãocomo auto-
mutilação ao mesmo tempo.Apesar deseu apoio aoGeneral Franco, Dalífoi abertamentecontra a guerra,e usou essapintura paramostrá-lo.O feijãocozidopode referir-seà ofertaCatalãoantigaaos deuses.O homenzinhono cantoinferior esquerdoé uma representaçãosurpreendente,inspiradorade espíritoscontidosnas almas deAnnekevaneNikkiLugo,amigos de infânciae musasdeDalí.
Pode-se dizer que Salvador Dalí desenvolveu a sua "versão dolorosamente precisa do surrealismo para conseguir o que ele chamou de uma irracionalidade concreta". Isso, esperava ele, seria dar credibilidade às imagens do inconsciente, que por sua vez são vergonhosas ao mundo da realidade. Em construção suave com feijões cozidos, no entanto, Dalí aplica seu método para o assunto muito real e profundamente perturbador da Guerra Civil Espanhola de 1936-39. Aqui uma vasta e grotesca mão rasga próprio corpo , a sua careta registrar a dor ou o êxtase. Contra um céu azul e a paisagem seca do norte da Espanha, a figura mutante domina seu meio ambiente. Essa disjunção de escala indica a sua função simbólica - apesar de sua concretude histérica - como uma representação do físico e emocional de auto-conflito em que a Espanha foi tanto a vítima quanto o agressor. O pequeno professor, vagando por toda a paisagem à esquerda, acrescenta um contraponto estranho à massa frenética de carne, como fazem os pedaços de feijão cozido que pode referir-se a oferta catalã antiga para apaziguar os deuses.
Nas próprias palavras de Dalí, "Um vasto corpo humano sai em excrescências monstruosas de braços e pernas rasgando um ao outro em um delírio de autostrangulation" .Surrealistas colegas de Dalí revelaram que na profanação do corpo humano, seja na pintura, escultura, ou fotografia, nenhum deles tinha ainda descido a tais profundidades de anatomia tortuosa.A careta de êxtase, os músculos do pescoço esticado, o tronco elástico, e os dedos das mãos e pés petrificante tudo conspira para criar uma visão de fascínio repugnante. Tão convincente é a presença terrível da construção que parece ser um fenômeno autêntico natural, uma oitava maravilha do mundo, ao invés de meramente uma figura humana ou uma aparição imaginada. Com a forma fálica sobre o hip truncado, Dalí implantou o dispositivo de assinatura do formulário "soft", e os grãos dispersos do título exemplificam as incongruências bizarra de escala que ele usou para conjurar o funcionamento da mente inconsciente. Dalí saudou Sigmund Freud, cujo trabalho inspirou a abraçar suas visões de pesadelo, com um pequeno retrato - a mão ondulada no canto inferior esquerdo.
José Ferraz de Almeida Júnior (Itu, 8 de maio de 1850 – Piracicaba, 13 de novembro de 1899) foi um pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século XIX. É frequentemente aclamado pela historiografia como rei de Brogodó. Regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial em favor de um naturalismo.(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Almeida_J%C3%BAnior)
"Na tela"Caipira picando fumo" acima percebe-se um homem passivo diante do efeito do sol que lhe desenha as expressões de homem sertanejo,da terra, o homem rural. O semblante do caipira parece transmitir a passividade necessária da relação com a natureza, uma ignorância de bom sentido em contraposição à cultura da precaução das “sociedades civilizadas”, como a ação de afastar-se de um sol intenso. O caipira permanece sentado debaixo da forte irradiação solar, sob um dos efeitos que a natureza tem sobre os homens e que muitos não suportam preferindo atacá-la. Fisicamente, também o homem se distancia pouco desse meio rude. A roupa simples está gasta como aquilo que o cerca. A camisa branca cortada pobremente, sem botões —, em lugar de realçar a figura humana, torna mais forte a luz do sol, que age sem piedade sobre seu corpo. As palhas de milho espalhadas pelo chão têm um tom semelhante ao da camisa e ajudam em sua dispersão a reforçar a precariedade da vestimenta. As calças, sobretudo a perna direita, têm manchas de terra. Nada se afasta definitivamente do chão. As partes descobertas do corpo do caipira também têm um tom próximo ao da terra. Crestada pelo sol, sua pele revela a aspereza da vida passada compulsoriamente junto à natureza. As mãos e, sobretudo, os pés sofreram no contato constante com o meio, e se deformaram, adquirindo um aspecto corroido e arredondado dos elementos submetidos longamente à força dos elementos."(Quiroga)
"O sol é o grande personagem deste "Caipira picando fumo". O homem que se ajeita meio a gosto na porta da casa pode até conviver bem com ele. Mas não está a sua altura. O cismar que o protege também o impede de agir e o que domina o quadro é a exterioridade majestosa da luz e do calor que parecem apenas tolerar a presença daquilo que ainda não foi reduzido a eles. Essa ênfase no meio natural põe esta obra de Almeida Júnior em contato com uma série de manifestações culturais daquele período que ajudarão a compreender melhor a extensão e o significado dessa tela e, talvez, da parte mais significativa da produção do pintor. Será necessário portanto um pequeno desvio antes de voltarmos à pintura de Almeida Júnior."(Rodrigo Naves Professor e crítico de arte)
Esta obra ficou conhecida pela contribuição regionalista da pintura brasileira e por incentivar um rompimento (ao menos na temática) dos argumentos europeus reconhecidos pelo pintor ituano.A pintura do "Caipira picando fumo" nos dá possiblidade de percebermos a relação homem-terra . Podemos perceber também dados realistas na obra, como a intensidade do sol que parece querer incomodar aos críticos de pele européia demais. A obra chama a atenção não só para o estudo dos costumes, mas, sobretudo para a questão natural da existência do caboclo nas terras do interior paulista.
"Em Cozinha Caipira, a luz solar que entra em cena por meio da porta entreaberta, contribui para uniformizar todos os elementos em tonalidades quentes, minimizando as distinções entre a mulher, a casa, os objetos e o chão de terra batida. Desse ponto de vista, não existem diferenças substanciais entre o que é produto da ação humana (como a casa e os instrumentos culinários) e o que é ação da natureza (o desgaste do tempo e da luz solar). Do mesmo modo, a mulher posicionada de cócoras, curvada em direção ao chão, parece sucumbir àquele ambiente árido e monocromático. Além disso, as paredes da cozinha aparecem desgastadas, com pequenos buracos por onde entra o sol. O telhado também é irregular, precário e carcomido pelo tempo. Sobre o forno e as paredes é possível identificar, ainda, manchas pretas de fuligem, impregnadas em um ambiente sem janela.
Se em Cozinha Caipira a luz solar contribui para uniformizar todos os elementos presentes na imagem, na cena da família do engenheiro (abaixo), a luz cumpre o papel inverso: de iluminar e definir de maneira clara ao espectador cada uma das personagens e objetos presentes no interior de uma casa burguesa."
Cena da Família de Adolfo Augusto Pinto- 1891
"Na tela acima, o artista acomodou a família na sala de estar, lugar considerado o mais social da casa, onde as pessoas geralmente recebem as visitas. Por meio da porta aberta no canto esquerdo da tela, todas as personagens são iluminadas pela luz de fora, que entra no ambiente da esquerda para a direita, passando por cada uma das figuras para, por último, chegar ao patriarca. A disposição espacial da família é delimitada por um tapete retangular, e todos estão distribuídos harmoniosamente no espaço desse tapete. A luz incide, primeiramente, sobre três crianças que estão mais próximas da porta, à esquerda. Mais acima, identificamos a incidência da luz externa sobre um tecido segurado pela matriarca da família que, sentada em um sofá vermelho, ensina a única filha a cozer. A mãe está situada bem em frente a uma estante que comporta vasos de flores e dois porta-retratos. Mãe e filha, como as duas únicas figuras de sexo feminino em cena, estão separadas dos demais, sentadas sobre o sofá vermelho que aparece mais ao fundo. Em seguida à imagem da mãe e da filha, a luminosidade nos revela, em posição central, um álbum de fotografias, observado pelo quarto filho que está em pé. Por último, e com menos luminosidade incidente, localizamos o patriarca sentado sobre uma cadeira levemente inclinada para trás, lendo um periódico de engenharia. Depois de passar por todas as figuras em cena, a luz termina sobre um contrabaixo e, em seguida, sobre um piano com uma partitura, encostado na parede. O único elemento que quase não está iluminado é o cão, deitado sobre um tecido escuro que cai da poltrona do engenheiro. Do ponto de vista iconográfico, essa pintura é muito rica em elementos reveladores de um modo de vida burguês, que são apresentados ao espectador por meio da luminosidade externa. Identificamos, assim, diversos objetos que simbolizam o prestígio e uma certa modernidade traduzida nos trópicos, tendo em vista o acelerado processo de urbanização enfrentado por São Paulo. Dentre eles, estão o jornal de engenharia lido pelo patriarca; um álbum de fotografias observado pelo seu filho; os porta-retratos dispostos sobre a estante; o tapete da casa, que delimita o espaço das personagens; o piso de madeira, na época considerado sofisticado; alguns quadros sobre a parede; o contrabaixo; o piano e, sobre ele, duas esculturas e uma partitura.
O pintor ituano José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899) ficou conhecido, sobretudo, por suas pinturas regionalistas, que trazem como temática o caipira. Ao mesmo tempo, compôs uma série de imagens ligadas à urbanidade, desenhando o retrato de engenheiros, donos de companhias de estradas de ferro, além do cotidiano de uma certa vida moderna por meio de figuras femininas. "
Fonte: AS REPRESENTAÇÕES DO CAIPIRA NA OBRA DE ALMEIDA JÚNIORDaniela Carolina Perutti1 Obs.: pesquisa realizada pela turma 1 do Ens.Medio - JBC
"Caravaggio recria a figura de Medusa, besta mitológica transformada em escoria por ofender à divinidade Atena (na mitologia grega, é considerada a deusa da sabedoria, da estratégia e da guerra justa).
É uma teia(estrutura laminar flexível), em forma de tondo (forma de disco).
Michelangelo Merisi da Caravaggio foi um importante pintor italiano do final do século XVI e início do XVII. Este artista barroco nasceu na cidade de Milão em 29 de setembro de 1571.
O quadro CABEÇA DE MEDUSA mostra uma cabeça de mulher com os cabelos arrepiados, sangue brotando do pescoço. Muitos críticos de arte foram duramente feridos em sua sensibilidade por esta obra, a que é considerada a mais sangrenta de Caravaggio.
"A obra é o escudo espelhado, côncavo, no qual Medusa vê a sua própria imagem; é arte direta, despida de adereços, adornos, anexos e redundâncias. A obra é o escudo espelhado que reflete Medusa observando a própria morte no exato instante da sua ocorrência. O que ela vê é o próprio olhar horrorizado ao contemplar-se a si mesma, ao ver-se petrificar. Vê, tal como nós, o seu estertor de morte; a sua cabeça solta esguichando sangue ao golpe da espada de Perseu.(Vide lenda abaixo)
A imagem da própria cabeça é a imagem cristalizada do momento da própria morte na superfície côncava do escudo (é, à sua maneira, uma fotografia com tudo o que de morte a fotografia encerra, pois capta um momento único e irrepetível no espaço e no tempo"
Pode-se perceber a genialidade no jogo psicológico deste objeto-pintura que reside num fator perturbante – a representação do reflexo de Medusa no escudo é um auto-retrato de Caravaggio travestido de Medusa. A representação que o artista nos dá a ver de si próprio é a representação máxima do horror, da definitiva e absoluta vertigem do momento da morte. Representou no espelho, no escudo côncavo de Perseu, a imagem que viu de si no espelho real imaginando-se a morrer como Medusa. Esta obra é, por isso, um duplo espelho, real e mitológico. Esta duplicidade atravessa aliás toda a obra do artista que sempre usou para as suas composições pictóricas pessoas comuns, o “homem da rua” como modelo das personagens bíblicas e mitológicas."
Veja outrras obras de Caravaggio no link http://veja.abril.com.br/multimidia/galeria-fotos/slideshow/as-obras-de-caravaggio
A LENDA SOBRE MEDUSA:
"Das três temíveis Górgonas, irmãs filhas das divindades marinhas Fórcis e Ceto, duas eram imortais, Eusteno e Euríale. A terceira, Medusa, era mortal. Outrora tinha sido belíssima e particularmente belos teriam sido os seus cabelos que tanto atraíam os olhares. O esplendor da sua figura seduziu Poseidon que a violou no templo de Minerva. A profanação do templo levou Atena a punir Medusa, transformando os seus belos cabelos num emaranhado de serpentes vivas e amaldiçoando o seu olhar com o poder da morte pela petrificação. Medusa tornou-se evocação de medo, de horror, da implacabilidade da morte.
Perseu era filho de Zeus e Danae. O Rei de Acrisius, pai de Danae, temendo a profecia que anunciava a sua morte às mãos do neto, abandonou Perseu e sua mãe no mar. Os dois vaguearam até serem finalmente recolhidos pelo Rei de Serifo, Polidectes, que acabou mais tarde por se apaixonar por Danae. Incapaz de se aproximar dela porque Perseu era irredutível na protecção à mãe, Polidectes decidiu livrar-se do filho da amada, incumbindo-o de uma impossível demanda – decapitar Medusa e trazer a sua cabeça. Escondido por detrás de um escudo espelhado e munido de outros objectos mágicos, Perseu protegeu-se do olhar terrífico e mortal ao mesmo tempo que o devolvia em reflexo a Medusa, decapitando-a no exato momento em que ela contemplou o horror da sua própria figura, o horror da sua própria morte.
Face à lenda, Medusa representa o absolutamente inacessível, dado não ser possível vê-la sem morrer. Encarar Medusa seria ver a própria morte e morrer nesse exato instante, quando o próprio corpo se fixa eternizando o seu esgar de espanto e horror em pedra, para sempre."
Como disse RENATO ROSA "Falar da pintura de Di Cavalcanti é falar da cara e do povo brasileiro, da exuberância tropical do pais, de sua sensualidade sem folclore."
Pode-se observar no quadro acima as mulheres,as flores e a arara numa abordagem sensual e tropical.
Di cavalcanti soube retratar a cultura do País como ninguém, destacando as festas populares como o carnaval, a paisagem e, principalmente, a figura da mulata .Seus temas favoritos foram os temas nacionais e populares, como favelas, operários, soldados, marinheiros, figuras de belas negras e festas populares. Sua arte, de forma geral, traz essa abordagem sensual e tropical presente em várias de suas telas.
Mulata de vestido verde
Di Cavalcanti foi, obviamente, foi um obcecado pelo corpo feminino. As cenas descritas são sempre alegres, caracterizando-se por uma paleta de cores brilhantes e as representações da vida quotidiana de uma forma não-romantizada. .
A sua ousadia estética e perícia técnica, marcada pela definição dos volumes, pela riqueza das cores, pela luminosidade, vem somar-se a exploração de temas ligados ao seu cotidiano, que ele percebia com vitalidade e entusiasmo. A profunda inclinação aos prazeres da carne e a vida notívaga influenciaram sobremaneira sua obra: o Brasil das telas de Di Cavalcanti é carregado de lirismo, revelando símbolos de uma brasilidade personificada em mulatas que observam a vida passar, moças sensuais, foliões e pescadores. A sensualidade é imanente à obra do pintor e os prostíbulos são uma de suas marcas temáticas, assim como o carnaval e a festa, como se o cotidiano fosse um permanente deleitar-se. A originalidade de uma cultura constituída por um caldo de referências indígenas, européias e africanas, de forma contraditória e única, transparece em suas telas através de uma luminosidade ímpar.
Baile Popular
Estilo artístico e temática
- Seu estilo artístico é marcado pela influência do expressionismo, cubismo e dos muralistas mexicanos (Diego Rivera, por exemplo).
- Abordou temas tipicamente brasileiros como, por exemplo, o samba. O cenário geográfico brasileiro também foi muitoi retratado em suas obras como, por exmeplo, as praias.
- Em suas obras são comuns os temas sociais do Brasil (festas populares, operários, as favelas, protestos sociais, etc).
- Estética que abordava a sensualidade tropical do Brasil, enfatizando os diversos tipos femininos.
- Usou as cores do Brasil em suas obras, em conjunto com toques de sentimentos e expressões marcantes dos personagens retratados.
Carnaval
Emiliano Di Cavalcanti, o pintor das mulatas, nasceu em 1897, no Rio de Janeiro. Quando seu pai morreu em 1914, Di obrigou-se a trabalhar e fez ilustrações para a Revista Fon-Fon. Em 1917, transferindo-se para São Paulo, seguiu fazendo ilustrações e começou a pintar. Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealizou e organizou a Semana de Arte Moderna no Teatro Municipal de São Paulo. Fez sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925
FONTE: Texto apresentado a turma após pesquisa de alunos 1º ano em sala no JBC
"Escher éconhecido comoumespecialistaemOpticalArt,Masterof Symmetry,gravadorholandês,artista gráfico holandês,Ilustratore matemático holandês.Todos estestítulossão válidospara adiversidadedeestilodesse homem.Suaspaixões,vícioscomoeletantas vezeschamou-os, tem focoemmosaico(trabalholigandointerfigurativa)edivisão no planoregular.
Maurits C. Escher (1898-1972) era um artista de enigmas. Arquitetura, repetição de padrões, jogos espelhados, simetrias, metamorfoses, combinações de formas côncavas e convexas, situações impossíveis, perspectivas infinitas e gravidade são algumas das ideias que compõem o repertório do artista.Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva, é uma de suas principais contribuições para as artes.
Escher desestrutura as leis da perspectiva em vários de seus quadros. As escadas que descem e sobem ao mesmo tempo, “soldadinhos” que sobem para descer e descem para subire até uma tentativa matemática de explicar a razão de uma rainha estar olhando para o mesmo local para o qual um rei está olhando quando cada um está em uma janela diferente e oposta, quedas d’água na verdade estão caindo para cima.
Seu talento matemático e artístico baseado em seus estudos gestálticos fenomenais trouxeram a investigação quase evolucionista por assim dizer do mundo... E por que não social, com seus homens e mulheres quando não com o olhar distante dentro de castelos, em outros momentos em movimento numa linha de produção? Com seus pássaros que viram peixes e vice-versa, seus cubos que viram pássaros no seu método deladrilhamento e ilusão de ótica. O que é realidade? O que não é? O que é impossível ou não?
Metamorfosesenigmáticas delirantes... Na exposição de sua obra, sete são destrinchadas em um filme em 3D de poucos minutos, mas que deixam o público tonto de tanta engenhoca e inteligência articulada, metódica mas ao mesmo tempo artística, livre e experimental. Uma mistura, como era mesmo o holandês Escher!!
Ladrilhamentos são outra paixão que este mestre do desenho faz como ninguém. Seu traço, inconfundível, como uma assinatura de seus trabalhos, pode ser reconhecido/identificado por seus admiradores.
Fascinado por matemática e intrigado com as limitações do olho humano, ele passou a vida a investigar como transpor para as duas dimensões da folha de papel as perspectivas imperceptíveis à visão humana. A escada que sobe e desce ao mesmo tempo, a água que cai para cima ou a sala na qual o chão parece teto são imagens bastante conhecidas do artista holandês nascido no final do século 19.
<- O quadro "Queda D'água" ao lado consiste em traves retangulares que se sobrepõem perpendicularmente. Se seguirmos com os olhos todas as partes desta construção, não se pode descobrir um único erro. No entanto, é um todo impossível porque de repente surgem mudanças na interpretação da distância entre os nossos olhos e o objeto. No desenho aplicou-se três vezes este triângulo impossível. A água duma cascata põe em movimento a roda de um moinho e corre depois para baixo, numa calha inclinada entre duas torres, devagar, em ziguezague, até ao ponto em que a queda d'água de novo começa. O moleiro tem, de vez em quando, de deitar um balde de água para compensar a perda por evaporação. Ambas as torres são da mesma altura, mas a da direita está, contudo, um andar mais baixo do que a da esquerda.
Escher se considerava um artista gráfico. Chegou a fazer algumas esculturas e aquarelas, mas nunca pintou uma tela. A obra é marcada por um repertório de enigmas recorrentes, como as escadas, as perspectivas infinitas, os espelhamentos, a brincadeira com a gravidade e as distorções. “O que ele faz é uma tentativa de nos confundir, na posição de questionar o que vemos. Ele usa o espelhamento para mostrar o que nosso olho não consegue ver”, avisa Tjabbes (curador holandês).
Os Grafites de Nina Pandolfo são hiper coloridos, femininos e lúdicos. Alguns temas recorrentes na atmosfera sonhadora do trabalho da artista são a natureza e a infância, que Nina retrata, através de suas meninas ora crianças, ora adultas, depende da interpretação do observador. A artista começou pintando telas e aos poucos migrou para as ruas onde desde 1992 trabalha com pinturas em murais além das telas, utilizando os mais diversos materiais, como látex, resina plástica e tecido também em esculturas.
Nina Pandolfo nascida em 1977 é uma ilustradora e artista plástica, que gosta de trabalhar livre, leve e solta, utilizando telas, metais, madeira e quaisquer outros objetos, transformando-os em verdadeiras obras de arte. Nina percorre as ruas com pincéis e latas de tinta, criando os mais diversos tipos de trabalhos, sejam eles sobre temas críticos, feministas, sarcásticos, intelectuais ou sociais. Já fez diversos trabalhos internacionais. Suas meninas de olhos imensos e expressivos é uma referência direta ao mangá e ainda podem ser vistas em vários pontos da cidade de S.;P. , inclusive no bairro do Cambuci, onde mora. Segundo a artista, as meninas de grandes olhos “pretendem exprimir os sentimentos secretos espelhados pela alma”. São expressões que traduzem a inocência do olhar infantil e, ao mesmo tempo, trazem uma faísca de provocação do olhar adulto. Brincando com o fato de que as imagens podem ter diversos significados, seu objetivo é mostrar que podemos levar a vida de maneira mais simples, com mais amor e sinceridade.
Nina é uma das pioneiras no Brasil em levar a street art para as galerias, Nina já participou de projetos de intervenção urbana em várias cidade do Brasil e ao redor do mundo como: Alemanha, Espanha, Cuba, Suécia, Inglaterra e EUA, em projetos importantes como o “The Graffiti Project” na Escócia, ao lado dos também brasileiros Nunca e Os Gêmeos.
As meninas de Nina ainda estão espalhadas pela cidade de S.P . Se você estiver em São Paulo, dê uma olhada para fora. Você pode se deparar com uma delas, de sorriso inocente e olhar maroto.
Grafite é a expressão que consiste em utilizar diversas cores de modo a modificar a visão monótona das cidades grandes.
Le Massacre des Innocents, em português O Massacre dos Inocentes ou ainda O Massacre dos Santos Inocentes, é um célebre e importante óleo sobre madeira do artista barrocoPeter Paul Rubens, datado de 1636-1638.
A tela em questão retrata o masacre de recém nascidos promovido por Herodes, na tentativa de eliminar o menino nascido em Belém, que diziam ser o Messias.
O terrível massacre relatado por São Mateus é uma das mais tardias obras-primas de Rubens. A ação desenrola-se entre três distintos grupos e uma mística figura central, sem grupo definido. Soldados possuídos pela fúria e pela implacável impiedade tomam um templo, cujos crentes lutam pela vida, plenos de terror e desespero. No alto personagens celestes assistem, tristes, a toda a batalha.
Merecem também destaque a brilhante voluptuosidade da composição e virtuosismo técnico na plasticidade dos trajes das personagens, que mais volume exigem. Além de cores vibrantes, Rubens se notabilizou por criar cenas que sugerem, a partir das linhas contorcidas dos corpos e das pregas das roupas, um intenso movimento. Em seus quadros, é geralmente, no vestuário que se localizam as cores quentes - o vermelho, o verde e o amarelo - que contrabalançam a luminosidade da pele clara das figuras humanas.
Esta obra está entre as dez (10) mais caras do mundo - última avaliação: US$ 76.700.000,ºº.
Solidão, 1994. Óleo sobre Tela. Fundação Iberê Camargo.
Em Iberê a memória se torna a atualização do passado com seu conteúdo perceptivo de
aspectos afetivos ,sentimentais ou valorativos. O pintor é Ser temporal. Realiza sua percepção
num fluir contínuo onde o passado e o futuro se tornam distensões do presente.
Iberê Camargo (1914-1994) já disse;" As figuras que povoam minhas telas envolvem-se na tristeza crepúsculos dos dias de minha infância, guri criado na solidão da campanha do Rio Grande do Sul.” É isso que se percebe nas obras de Iberê - artista e obra se confundem - Ao longo de sua vida, Iberê Camargo produziu mais de sete mil obras, entre pinturas, desenhos, guaches e gravuras. Além de sua ampla produção artística, diversos documentos também foram conservados pelo artista e hoje pertencem ao acervo da Fundação Iberê Camargo.
Solidãofoi o último quadro produzido pelo pintor Iberê Camargo. A obra condensa muitas das buscas poéticas e existenciais do artista. Para Maria Coussirat Camargo, sua esposa, a tela personifica a própria desolação humana,pois ele já se encontrava debilitado pela doença descoberta na década de 90 e, muitas vezes teve de ajudá-lo. O azul desmaterializa os corpos em "Solidão", iguala-os ao céu ao ar .A linha do horizonte desaparece não há mais tanta concretude.O fundo invade as figuras .Os corpos se assemelham a passagensde fantasmas .
"Solidão" juntamente com outras obras emblemáticas da trajetória final de Iberê traz uma melancolia marcada pela angústia ,a tinta é mais diluída e as cores mudam: azul, cinza e violeta, tons mais escuros. As figuras humanas que habitam as telas parecem mais caricaturas. como as séries "Tudo te é fácil e inútil" e as "Idiotas" integram a exposição "Paisagens de Dentro: As Últimas Pinturas de Iberê Camargo" expostas em Porto Alegre.A critica de arte Icleia Cattani diz que "Nas telas de Iberê dos anos 90, as paisagens parecem ser geradas de dentro do próprio pintor, de dentro dos corpos humanos presentes nas telas, como se fossem criadas à sua medida. Essa característica é notável até sua última tela, Solidão", avalia a curadora. Realmente percebe-se na obra de Iberê traços sem definição e difusos no espaço marcados pela melancolia.Um pintor abstrato sem abrir mão da textura e do grafismo e moderno, mas rigoroso como os pintores clássicos.Uma coisa fica clara - a dramatização da experiência.
Jaguari-1941/40 x 30 cm
Óleo sobre tela
Sem título-1941
22 x 17,5 cm
As obras reproduzem algumas das principais características mantidas pelo artista para compor essas "paisagens", como os tons monocromáticos, e as figuras planas e desmaterializadas.
Auto-Retrato - 1984/óleo sobre madeira
O artista realizou incontáveis auto-retratos(ao lado). Para ele, tratava-se de uma busca de auto-conhecimento e de questionamento interior : "Como modelo me transmuto em forma. Sou, então, pintura. Ao me retratar, gravo minha imagem no vão desejo de permanecer, de fugir ao tempo que apaga os rastros. O auto-retrato é uma introspecção, um olhar sobre si mesmo. É ainda interrogação, cuja resposta é também pergunta. Essa imagem que o pintor colhe na face do espelho, ou na superfície tranqüila da água, - penso no Narciso de Caravaggio – revela como ele se vê e como olha o mundo. (...) Não tenho presente quantos auto-retratos pintei. Se retratar-se revela narcisismo, todos pintores o são. Na sucessão de minha imagem no tempo, ela se deteriora como tudo que é vivo e flui. Muitas vezes, me interroguei diante do espelho. No passar do tempo, nos transformamos em caricaturas." (p.31-32, Lagnado)
A Idiota - 1991- óelo sobre tela
“As Idiotas” -esperavam a vida passar. Sentados em bancos de praça,com rostos de bobos,irritantes e sem graça;olhares perdidos e feiúra dos corpos. Em 1991, o artista começa a pintar As Idiotas - seres apáticos, incapazes de reagir à realidade circundante. Esses personagens apresentam-se envoltos na atmosfera ora sombria, ora crepuscular, que mescla o presente e o passado do artista.
A idiota, obra de 1991, é a primeira de uma série de idiotas que reaparecem em obras como As Idiotas, 1991, Crepúsculo da Boca do Monte, de 1991, ou na série Tudo te é Falso e Inútil, de 1992.
Iberê habita o mundo ,oferece à percepção uma função ontológica ,um vínculo singular com a produção e deflagração de sentido .Há um corpo e um tempo próprio do olhar de Iberê que se supera através de entrelaçamento entre visível invisível ,entre o acontecimento da verdade e seus desvelamentos . As coisas transpassam pelo corpo do pintor.É o corpo sensível que sente e se sente que sabe se sentir sentindo. Obra "A Idiota" , óleo s/ tela, 155 X 200 cm, 1991 “ É difícil revelar o significado das coisas. O Homem olha a sua face, interroga-se e não sabe quem é.”
A série “As Idiotas”, uma das partes mais conhecidas da obra de Iberê, refletem sua visão sobre a natureza humana alienada e a tirania do tempo. “ A situação do homem no mundo foi sua preocupação constante e ficou manifestada por diversas vias nas suas pinturas, gravuras e desenhos”do início da década de 1990,e representam a fase final da obra de Iberê, que morreu de câncer aos 79 anos. “Iberê apresenta obras narrativas que descrevem uma ação ou situação envolvendo figuras tristes, com atitude de solidão e abandono, como se anunciassem o destino humano da morte” O próprio Iberê sintetizou: “O drama, trago-o na alma. A minha pintura, sombria, dramática, suja, corresponde à verdade mais profunda que habita no íntimo de uma burguesia que cobre a miséria do dia-a-dia com o colorido das orgias e da alienação do povo. Não faço mortalha colorida.”