sábado, 20 de novembro de 2010

A Fonte - Marcel Duchamp

A FONTE - Marcel Duchamp


Marcel Duchamp, foi um dos artistas inseridos no movimento dadá. Duchamp tentou expor em uma galeria um mictório, o qual ele simplesmente virou e intitulou-o “fonte”. Entretanto, sua “obra de arte” foi tratada como um simples mictório, deixado de lado para ser colocado em um banheiro masculino. Mesmo a obra não tendo sido exposta, a mensagem foi passada, pois o caso foi mostrado à todos e acabou fazendo com que as pessoas repensassem alguns conceitos. Afinal, porque um mictório não poderia ser arte? Por que uma pessoa que teve essa visão de virar um mictório e chamá-lo de fonte não pode ser tratado como artista?


A transformação de um urinol em uma obra de arte representa a alteração do sentido de um objeto do cotidiano e  crítica às convenções artísticas até então vigentes.
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A Fonte é um urinol de porcelana branco, considerado uma das obras mais representativas do dadaísmo na França, criada em 1917, sendo uma das mais notórias obras do artista Marcel Duchamp.
O objeto foi vandalizado em 6 de Janeiro de 2006, no Centro Pompidou, em Paris, por um francês de 77 anos que a atacou com um martelo. O vândalo foi detido logo em seguida e alegou que o ataque com o martelo era uma performance artística e que o próprio Marcel Duchamp teria apreciado tal atitude. A obra sofreu apenas escoriações leves.
Em janeiro de 2006, estimava-se que a obra valeria cerca de 3 milhões de euros

Duchamp foi o responsável pelo conceito de ready made, que é o transporte de um elemento da vida cotidiana, a priori não reconhecido como artístico, para o campo das artes. A princípio como uma brincadeira entre seus amigos, entre os quais Francis Picabia e Henri-Pierre Roché, Duchamp passou a incorporar material de uso comum nas suas esculturas. Em vez de trabalhá-los artisticamente, ele simplesmente os considerava prontos e os exibia como obras de arte.

A Fonte, obra que fez repercutir o nome de Duchamp ao redor do mundo - especialmente depois de sua morte -, está baseada nesse conceito de ready made: pensada inicialmente por Duchamp (que, para esconder o seu nome, enviou-a com a assinatura "R. Mutt", que se lê ao lado da peça) para figurar entre as obras a serem julgadas para um concurso de arte promovido nos Estados Unidos, a escultura foi rejeitada pelo júri, uma vez que, na avaliação deste, não havia nela nenhum sinal de labor artístico. Com efeito, trata-se de um urinol comum, branco e esmaltado, comprado numa loja de construção e assim mesmo enviado ao júri, entretanto, a despeito do gesto iconoclasta de Duchamp, há quem veja nas formas do urinol uma semelhança com as formas femininas, de modo que se pode ensaiar uma explicação psicanalítica, quando se tem em mente o membro masculino lançando urina sobre a forma feminina.

domingo, 7 de novembro de 2010

OLHOS DA MATA - GERALDO CRUZ

Obras do artista tem como foco a natureza, e já passaram em várias regiões brasileiras

OLHOS DA MATA é uma coleção de obra do artista Geraldo Cruz, inspirada no olhar perplexo dos habitantes da floresta que observam impotentes as ações insensatas do homem dito civilizado que destroem a natureza, o meio ambiente e a própria vida. A cor forte,a expressão no olhar são marcas profundas nessa coleção. 


"Olhos da Mata" é uma coleção só sobre olhos mesmo, é um close no olhar da arara, do tucano, do papagaio, da coruja, do jacaré, do índio, do seringueiro. Um olhar, sobre o olhar dos habitantes da floresta, sobre elas, olhos de habitantes da floresta em close, como que observar atônitos a insensatez humana ao destruir a Amazônia. A técnica utilizada por Geraldo Cruz para esta coleção foi concebida por telas esticadas como couros de animais ao sol.




Geraldo Cruz
Pintor, escultor, desenhista e cenógrafo, Geraldo Silva da Cruz nasceu em 1957 no seringal Jumas, às margens do Rio Madeira, no coração da floresta, no distrito de Calama, pertencente a Porto Velho. Iniciou a exposição de seus trabalhos a partir de 1980 no II Exposição Coletiva de Artes Plásticas promovida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Turismo (Secet), em Porto Velho.





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LES AMANTS – RENÉ MAGRITTE

Magritte, Os amantes
De onde vinha o fascínio de Magritte por rostos cobertos?
No uso dessas mortalhas Magritte em Les Amants tem sido interpretada de muitas maneiras diferentes:
Uma interpretação é que as saias são símbolos para o adágio de que "o amor é cego". O devotado amante verdadeiramente reconheceria sua alma gêmea, sob qualquer forma. Portanto, em amantes características faciais são o seu atributo menos importante. O verdadeiro amor preenche o vazio da mortalha. 


Outra interpretação é que Magritte era fascinado por fantamas, o anti-herói do romance francês e séries de cinema. FantAmas sempre apareceu disfarçado com um pano ou lotação acima de sua cabeça, como as figuras emLes Amants.


 Uma terceira interpretação é que as pinturas representam a mãe de Magritte. Quando Magritte tinha quatorze anos, sua mãe cometeu suicídio. Seguindo seus passos para o rio Sambre, Magritte encontrou o corpo que estava nu, para além da camisola que se tornou envolvida em torno de seu rosto. 


Há evidências de que enfraquece todas essas interpretações. A primeira interpretação é posta em choque por algumas das outras obras de Magritte, incluindo L'oicentrale stoire (The Story Central)(1927) [left] e L'invenção de la vie (A Invenção da Vida)(1927-1928). Em ambas as obras, os sujeitos estão envoltos em tecido branco, mas também não apresenta o feminino / masculino casal, que foi apresentada em Les Amants, minando assim a idéia de que as mortalhas declara que "o amor é cego". de dedicação de seus quadros de Magritte ao caráter FantAmas parece improvável assim. FantAmas é um criminoso, louco hediondos (FantAmas recargas os dispensadores de perfumes em uma loja de departamentos parisiense, com ácido sulfúrico em uma história).Assim, escuro presença violentamente FantAmas em bastante quente (apesar de incomodar) cenas como Les Amants parece improvável. A interpretação final da pintura, embora apoiado pela evidência histórica subjacente, é undermINED pelos ideais de Magritte próprias declarações e surrealismo. Embora influenciado pela psicologia, os surrealistas viram o inconsciente humano como um poço de criatividade, não um mistério a ser desconstruída e resolvidas.Magritte, ele próprio não gostava de interpretações que depreciam o mistério de suas obras, e considerados os seus quadros um "desafio do senso comum", representando mais do que as neuroses do artista.Assim, talvez, como previsto, Les Amants I & II conseguiu habilmente evitar qualquer desconstruções crítica tendo em vista tanto trabalho.


René François Ghislain Magritte (21 de novembro de 1898 - 15 de agosto de 1967) se tornou conhecido por um número de instigantes imagens espirituosas. Seu objetivo pretendido por seu trabalho era desafiar 'precondicionado percepções de observadores e forçar os espectadores a realidade tornando-os hipersensíveis ao ambiente.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Criança morta - Cândido Portinari




Criança Morta - Cândido Portinari/ oleo s/tela

Criança Morta de Cândido Portinari,que faz parte da série sobre os retirantes nordestinos tem sua carga dramática potencializada pela composição do quadro - um agrupamento humano do qual se projeta a criança morta.
Pelo predomínio do tom terroso que marca a parte inferior da tela,pelas lágrimas da menina e,principalmente,pelo aspecto tenebroso das figuras humanas,que oscila do cadavérico ao fantasmagórico.Um quadro dantesco de luta entre a vida e a morte.

 Portinari expressa os dramas do povo brasileiro, e retrata com a sua forma chocante de ver, o que ocasionou forte repercussão na época, visto que a sociedade (1944) não estava preparada para o realismo dos pincéis do pintor.Um dia perguntaram a Portinari por que ele pintava gente tão feia e miserável e ele respondeu que fazia porque, olhando o mundo, era só o que via: miséria e desolação.
 


Ele sofreu perseguições por parte do governo, justamente por pintar e chocar a miséria em seus quadros.
Dento das Vanguardas Européias a tela está dentro do Expressionismo.




domingo, 22 de agosto de 2010

MOVIMENTOS DE VANGUARDA



Expressionismo




O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanhaentre 1905 e 1930.

Principais características:
 * pesquisa no domínio psicológico;
 * cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
 * dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
 * pasta grossa, martelada, áspera;
 * técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;
 * preferência pelo patético, trágico e sombrio



Uma Olympia moderna, c. 1873-1874. Museu d'Orsay, Paris




Paul Cézanne (1839-1906)  - sua principal tendência foi converter os elementos naturais em figuras geométricas - como cilindros, cones e esferas – que se acentuou cada vez mais, de tal forma que se tornaria impossível para ele recriar a realidade segundo “impressões” captadas pelos sentidos.
Tanto na “A Casa dos Enforcados” , como na “Moderna Olympia”, exibidas no Grande Salão, Cézanne já esboça a sua tendência às formas geométricas. Um exemplo do seu perfeccionismo pelas formas pode ser expresso pelos seus 60 quadros acerca do mesmo tema: o Monte Saint Victoire, próximo à Aix. Ele ficou quase 30 anos aprimorando a “geometria” da montanha em aquarelas de traços retos e vigorosos e ângulos quase perfeitos.

Van Gogh - outro grande nome do Expressionismo

   Vicent Van Gogh (1853-1890) - Vicent Van Gogh (1853-1890) - empenhou profundamente em recriar a beleza dos seres humanos e da natureza através da cor, que para ele era o elemento fundamental da pintura. Foi uma pessoa solitária. Interessou-se pelo trabalho de Gauguim, principalmente pela sua decisão de simplificar as formas dos seres, reduzir os efeitos de luz e usar zonas de cores bem definidas. Em 1888, deixou Paris e foi para Arles, cidade do sul da França, onde passou a pintar ao ar livre. O sol intenso da região mediterrânea interferiu em sua pintura, e ele libertou-se completamente de qualquer naturalismo no emprego das cores, declarando-se um colorista arbitrário. Apaixonou-se então pelas cores intensas e puras, sem nenhuma matização, pois elas tinham para ele a função de representar emoções. Entretanto ele passou por várias crises nervosas e, depois de internações e tratamentos médicos, dirigiu-se, em maio de 1890, para Anvers, uma cidade tranqüila ao norte da França. Nessa época, em três meses apenas, pintou cerca de oitenta telas com cores fortes e retorcidas. Em julho do mesmo ano, ele suicidou-se, deixando uma obra plástica composta por 879 pinturas, 1756 desenhos e dez gravuras. Enquanto viveu não foi reconhecido pelo público nem pelo críticos, que não souberam ver em sua obra os primeiros passos em direção à arte moderna, nem compreender o esforço para libertar a beleza dos seres por meio de uma explosão de cores. Obras Destacadas: Trigal com Corvos e  Café à Noite.




Edvard Munch (1863-1944) : foi um dos primeiros artistas doséculo XX que conseguiu conceder às cores um valor simbólico e subjetivo, longe das representações realistas. Seus quadros exerceram grande influência nos artistas do grupo Die Brücke, que conheciam e admiravam sua obra. Nascido em Loten, Noruega, em 1863, Munch iniciou sua formação na cidade de Oslo, no ateliê do pintor Krogh. Realizou uma viagem a Paris, na qual conheceu Gauguin, Toulouse-Lautrec e Van Gogh. Em seu regresso, foi convidado a participar da exposição da Associação de Berlim. Numa segunda viagem a Paris, começou a se especializar em gravações e litografias, realizando trabalhos para a Ópera. Em pouco tempo pôde se apresentar no Salão dos Independentes. A partir de 1907, morou na Alemanha, onde, além de exposições, realizou cenários. Passou seus últimos anos em Oslo, na Noruega. Uma de suas obras mais importantes é O Grito (1889). O Grito é um exemplo dos temas que sensibilizaram os artistas ligados a essa tendência. Nela a figura humana não apresenta sua linhas reais mas contorce-se sob o efeito de suas emoções. As linhas sinuosas do céu e da água, e a linha diagonal da ponte, conduzem o olhar do observador para a boca da figura que se abre num grito perturbador. Perseguido pela tragédia familiar, Munch foi um artista determinado a criar "pessoas vivas, que respiram e sentem, sofrem e amam". Recusou o banal, as cenas interiores pacíficas, comuns na sua época. A dor e o trágico permeiam seus quadros.

Vampira - Munch
O beijo - Munch









domingo, 8 de agosto de 2010

Yellow,red and blue de Wassily Kandinsky

Wassily Kandinsky - Yellow, Red and Blue

A cor é um meio para se exercer influência
direta sobre a alma. A cor é a tecla, o olho
é o martelo. A alma é o plano de inúmeras
cordas. Quanto ao artista, é a mão que,
com a ajuda desta ou daquela tecla,
obtém da alma a vibração certa.
(KANDINSKY, 1910)

As diversas formas que compõe esta foto estimulam a imaginação, trazendo imagens de pessoas, objetos, e dimensões. O ponto focal da composição parece ser o formato do rosto, como no lado esquerdo da tela, mas as batalhas para a atenção com os tons de azul escuro que fazem fronteira com o lado direito.



A necessidade interior de Kandinsky é o princípio da arte e da Fundação de formas e harmonia de cores ". Ele define como o princípio do contato eficaz da forma com a alma humana. Cada forma é a delimitação de uma superfície por outra, que possui um conteúdo interno que é o efeito que ela produz em quem olha para ele com atenção. Essa necessidade interior é o direito do artista de uma liberdade ilimitada, mas esta liberdade se torna um crime se não for fundada sobre tal necessidade. A obra de arte nasce da necessidade interior do artista de uma forma misteriosa, enigmática e mística, e, em seguida, ela adquire uma vida autônoma, torna-se um sujeito independente animadas por um sopro espiritual.


As primeiras propriedades óbvias que podemos ver quando olhamos para  cor isoladamente é deixá-la agir por si só, é de um lado o calor ou a frieza do tom de cor, e do outro lado a clareza ou a obscuridade do tom.

O calor é a tendência para o amarelo, o frio a tendência para o azul. O amarelo e o azul forma o primeiro contraste grande, que é dinâmico. O amarelo possui um movimento excêntrico e movimento de um azul concêntricas, uma superfície amarela parece se aproximar de nós, enquanto uma superfície azul parece afastar-se. O amarelo é a cor tipicamente terrestre cuja violência podem ser dolorosos e agressivos. O azul é a cor tipicamente celeste que evoca uma profunda calma. A mistura de azul com amarelo dá a imobilidade total e calma, o verde.

Clareza é uma tendência para o branco e obscuridade uma tendência para o preto. O branco e o preto formam o segundo grande contraste, que é estático. Os atos branco como um silêncio profundo e absoluto cheia de possibilidades. O preto é um nada, sem possibilidade, é um silêncio eterno, sem esperança, que corresponde à morte. É por isso que qualquer outra cor ressoa tão forte sobre os seus vizinhos. A mistura de branco com negro leva a cinza, que não possui força ativa e cuja tonalidade afetiva que está perto do verde. O cinza corresponde à imobilidade sem esperança, que tende ao desespero, quando torna-se escuro e recupera pouco de esperança quando se ilumina.



O vermelho é uma cor calor, muito viva, alegre e agitado, possui uma força imensa, é um movimento em si mesmo. Misturadas com o preto, ele leva a castanha que é uma cor difícil. Misturado com amarelo, ele ganha em calor e dá a cor laranja que possui um movimento de irradiação sobre o ambiente. Misturado com azul, ele se afasta do homem para dar o roxo, que é resfriado vermelho. O vermelho e o verde formam o contraste 3 grandes, o laranja e o púrpura do quadro.

Wassily Kandinsky pintou esta composição durante os anos que passou na Escola Bauhaus de Arte e Arquitetura, onde ele estava ensinando, eles se tornariam os anos mais produtivos de sua carreira. Esta intenção do artista através de todas as suas pinturas foi o de criar a mesma viagem emocional, que de uma música poderosa..


Aqui está a declaração Kandinsky sobre a arte abstrata: "De todas as artes, a pintura abstrata é o mais difícil. Exige que você sabe como desenhar bem, que você tem uma sensibilidade aguçada para composição e cores, e que você seja um verdadeiro poeta. Esta última é essencial. "

Magdalena Dabrowski (Kandinsky: Composições) comentou sobre o estilo criativo do artista: "A música pode responder e apelar diretamente para o elemento do artista" interno "e expressar os valores espirituais, portanto, para Kandinsky é uma arte mais avançada. Em seus escritos Kandinsky enfatiza essa superioridade em avançar em direção ao que ele chama de a época do espiritual. "


O trabalho de Kandinsky foi marcado por duas guerras mundiais e pela revolução russa, é repleto de inovações estéticas

Abstracionismo ( surgido no início séc.XX) é a arte que se opõe à arte figurativa ou objetiva. Tende a suprimir toda a relação entre a realidade e o quadro, entre as linhas e os planos, as cores e a significação que esses elementos podem sugerir ao espírito. Quando a significação de um quadro depende essencialmente da cor e da forma, quando o pintor rompe os últimos laços que ligam a sua obra à realidade visível, ela passa a ser abstrata.

"Amarelo, Vermelho, Azul" de Wassily Kandinsky está localizado no Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, França.



Veja mais obras de Kandinsky:

http://tania-arteimitavida.blogspot.com/2008/09/arte-de-wassily-kandinsky.html

http://www.fototela.com.br/ml/Wassili_Kandinsky.htm